Nem compaixão, nem esquecimento, eles merecem respeito. A violência contra pessoas com deficiência é mais comum do que se imagina e acende o alerta para a necessidade urgente de políticas de segurança direcionadas e mais segurança a essa população.

violência contra pessoas com deficiência

Entre 2014 e 2017, foram registradas 13.838 ocorrências de violência contra pessoas com deficiência e agressão (estupro, violência doméstica e maus tratos), somente na cidade de São Paulo.

Este ano, até o mês de julho, foram contabilizados 1.932 casos, totalizando quase 16 mil até agora. Em meio a números que assustam e demonstram um cenário de desumanidade e falta de empatia, 60% das vítimas são mulheres.

O Violência Social preparou um post completo para você entender mais sobre os casos de violência contra pessoas com deficiência.

> Os crimes, agressões e abusos contra pessoas com deficiência;

> O desrespeito que já começa no dia a dia e a falta de acessibilidade;

> Saiba como denunciar os agressores.

 

Violência contra com pessoas com deficiência X Políticas públicas

Além das agressões e maus tratos, outros crimes inaceitáveis chamam atenção. No que diz respeito a crimes sexuais, quase todos atingem adolescentes do sexo feminino e pessoas com deficiência intelectual. Desde 2014, são 122 registros de estupros em São Paulo.

Para combater a situação absurda, a Prefeitura está montando uma estrutura especializada para atender as vítimas da violência contra pessoas com deficiência.

O objetivo é facilitar o acesso aos serviços da cidade, com orientações de psicólogos e advogados e encaminhamentos a setores específicos, com o apoio do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo.

 

Desrespeito e falta de acessibilidade

Como se não bastasse a violência propriamente dita, as agressões e os abusos, as pessoas com deficiência ainda têm de enfrentar o descaso e a falta de políticas públicas que visem o bem estar dessa população na vida em sociedade.

Ainda que a legislação garanta e seja favorável a essas pessoas, a realidade ainda caminha a passos lentos. Isso significa a falta de acesso a direitos básicos, como o de ir e vir, já que a falta de acessibilidade está presente nos transportes públicos, nos prédios públicos e privados de uso coletivo, em restaurantes, universidades, hotéis e espaços públicos no geral.

Situações que deveriam ser corriqueiras se tornam verdadeiras missões que as pessoas com deficiência precisam vencer todos os dias. Exemplo disso é que é proibida a fabricação de ônibus sem acessibilidade desde 2008, no entanto, o sucateamento desse serviço e a demora na mudança da frota faz com que a falta de acesso seja também uma forma de violência contra a pessoa com deficiência.

violência contra pessoas com deficiência

Pessoas com deficiência lidam diariamente com a falta de acessibilidade, o desrespeito e a privação do direito de ir e vir

 

Denuncie!

A violência contra a pessoa com deficiência pode acontecer tanto em espaços públicos como nos abusos e agressões contra essa população. Essas ocorrências precisam ser denunciadas para que os culpados sejam penalizados, saiba como:

  • Por meio do Disque 100. O número recebe denúncias de violações dos Direitos Humanos;
  • Ligue para a Polícia Militar pelo 190;
  • Você também pode acionar o Disque Denúncia por meio do número 181;
  • Reúna provas e registre um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.

 

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Sobre o projeto
Enquanto o Estado e gestores públicos não acabam com a violência instaurada no País, o que resta ao cidadão? A proposta do portal "Violência Social" é contribuir com respostas, ser um canal de conteúdo estratégico onde a população terá informações sobre como lidar com a violência e se defender, além de conhecer melhor os seus direitos.